Tempestades


" Night Angel " by Luis Royo

Tempestades

Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Faz tempo que minhas fúrias, palavras e idéias não passeiam por aqui.
Talvez seja um efeito secundário à gestação.
Desde que decobri-me grávida, todos os turbilhões se aquietaram, em silenciosa contemplação.
Nunca pensei na placidez como algo que brota, cresce e envolve uma existência, mas é assim mesmo que acontece comigo, semana a semana.
Uma placidez incomensurável e natural, que me devora calidamente e, pela primeira vez, me faz pertencente a alguma coisa.
Daí o silêncio, sorridente.

++posted by Vanessa at 5:58 PM -


Sábado, Setembro 01, 2007

Há palavras para tudo.
Sonhos, devaneios, delírios, surtos, sentidos, sentimentos.
Para o que se perde e o que se encontra.
Há milhares de palavras em mim, vívidas, reviradas, revisitadas, inesperadas.
Habitam-me de forma instensa e pungente, mas saem de forma intermitente, nem sempre concatenadas, nas antíteses de mim.

++posted by Vanessa at 9:43 AM -


Quarta-feira, Agosto 15, 2007

É por isso que os geeks são os melhores

Cientistas japoneses da Universidade de Tóquio, Japão, demonstraram a Haptic Telexistence, uma luva capaz de transmitir a sensação de segurar um objeto, mesmo que este esteja, geograficamente, a milhares de quilômetros de distância.

O site The Raw Feed, que encontrou o dispositivo, explica que a luva robótica possui sensores ligados a uma tela eletro-tátil, que permite que o usuário sinta o que a mão robótica sente, não apenas a rigidez, como também forma e temperatura do objeto.

Leia mais
aqui.

É claaaaaaaaaro que pensei milhares de coisas censuradas neste horário...
Bem, mentes férteis à parte, isso revolucionaria os relacionamentos. Todo o sentido de posse seria revisto e talvez as coisas mais íntimas e menos sexuais fossem exacerbadamente valorizadas... Bom, quem viver, verá.

++posted by Vanessa at 8:20 PM -


Terça-feira, Agosto 14, 2007

Hábitos e rotinas.
Não tenho palavras (ok, xingamentos) suficientemente eloquentes para o quanto os desprezo.
Não quero esse mundinho certo e garantido que hipnotiza o gado que me cerca. Não tenho o olhar preso ao chão.
É preciso fazer escolhas ou deixar de fazê-las.
Não com cuidado, ele é apenas o medo disfarçado, uma covardia travestida de virtude.
Veritas vos liberabit, diz um bom companheiro de filosofias insones.
Liberdade, sim, com conciência; jamais cautela.
Não se pode proteger o que existe para ser arriscado.
Não se pode fugir da sensação inestimável de alçar vôo à beira do precipício, de ir além, de quebrar barreiras, apenas porque se pode.
Como dizia um dos poucos heróis que tivemos (e que, nefastamente, se fudeu... maus auspícios...) Libertas quae seras tamen.
Quem tiver coragem e valor, é bem-vindo à jornada.

++posted by Vanessa at 12:24 AM -


Quinta-feira, Julho 12, 2007

Ficar calada é de uma intensidade ímpar.
Ando mesmo introspectiva, além de assoberbada, e o que acontece com toda a filosofia incubada em turbilhões de idéias desgovernadas? Eventualmente, explodem na minha cara.
Javier Cercas, em sua "A Velocidade da Luz" é meu consumo literário atual. Ele fala sobre amizade e sobre escrever e expressar-se, de fato, numa narrativa caótica que eu adoro.
Escrever é dizer o que se pensa por muitas bocas e de muitas formas. É contradizer-se e misturar conteúdos, numa alquimia quase doente, quase insana, quase nada, quase humana.
É o que se diz e principalmente o que não se diz, deixando espaço para que o silêncio se insinue cérebro a dentro de quem lê, reverberando e revelando mais do que se imagina. Quanto mais se revela, mais se esconde. Escrever é uma antítese, per se, e essa, é a natureza do escritor.
Percebendo isso, sinto-me à vontade.
Se escrever, terei algo a dizer, certamente.
Se me calar, terei ainda mais.

++posted by Vanessa at 12:10 PM -


Terça-feira, Maio 08, 2007

É incrível a visão do mundo que uma noite insone fornece.
Fugi da armadilha de entrar na internerd...
Não fugi da armadilha de ver tv...
Apesar disso, acompanhei a lenta passagem de tempo, a chegada da luz nesta nossa parte do mundo, vi um amanhecer tranquilo e fresco neste pseudo outono do Rio de Janeiro.
Era como se eu existisse em descompasso. Nada que eu, pessoalmente estranhe, apenas era mais nítida e palpável a sensação. Estava ali, na minha frente, além das palavras e filosofias existenciais. Naquele instante, em plena alvorada, eu era descompasso, simples e tão somente.
Sorvi o ar, ainda com gosto de madrugada e dei bom-dia ao dia e boa-noite à meia lua que enfeitiçava o horizonte, horas antes. O domingo seria lindo, eu sentia nas entranhas. Aguardei que o dia chegasse, languido e preguiçoso e ignorei a falta de sono, solenemente. Não fosse o sono algo precioso à sanidade e integridade mental, e não fossem estas necessárias à minha sobrevida atualmente, faria isso mais vezes.

++posted by Vanessa at 7:37 PM -


Sexta-feira, Maio 04, 2007

Partículas, elas são divertidas.
Seriam o resumo mais adequado da Força dos Jedi (que são mais famosos que os conceitos de Mana, dos polinésios, ou do ´Chi dos orientais, de onde nosso estimado George Lucas tirou sua inspiração)... "o que nos forma, nos preenche, está em tudo e mantém a galáxia coesa".
Acho que a fixação da física (ou dos físicos?) com elas é puramente filosófica. O ser humano sempre procura fora de si coisas que o definam e expliquem, por dentro. Ok, só os nerds geralmente são visceralmente conscientes disso.
Basicamente, se somos partículas, o que é verdadeiro para elas é verdadeiro para nós, certo? Ceeeeeeeeerto?
Talvez. Quem sabe, de fato?
Sabe-se que partículas podem ficar "ligadas" entre si. Há um experimento feito em 1997, em que cientistas separam um par de fótons ligados, lançando-os por fibra ótica, cada uma para uma vila diferente, distantes entre si em 6 milhas (a preguiça me impede fazer a conversão métrica, no momento). Quando se forçava um deles a algum estado quântico, o outro, sem estímulo externo, e cerca de 5 trilhões de segundo depois, assume o estado quântico oposto ao da primeira.
Ok, isso seria o equivalente a 7 milhões de vezes a velocidade da luz.
Ok, segundo a Lei da Relatividade, isso é impossível.
Mas foi o resultado da experiência.
Há quem diga que as partículas se comunicam pelo espaço-tempo, em dobra.
Em moda mesmo, está o Teorema da Inequabilidade de Bell. Para quem não sabe, simplificando: Nenhuma teoria física de "variáveis latentes" (ou variáveis indiretas, que não são observadas diretamente, mas por dedução) pode reproduzir as previsões da física quântica. Admitindo-se variáveis latentes, admite-se que efeitos locais não podem ser simultâneos a efeitos remotamente observados, ou observados à distância.
Mas não houve simultaneidade, houve um atropelo da Relatividade.
Para que partículas ligadas sejam possíveis e caibam na Lei da Relatividade, segundo o famoso teorema de Bell, ou não temos livre-arbítrio, ou a existência é uma ilusão.
Estariam indianos e budistas mais próximos da física quântica ou a física quântica é que estaria se aproximando deles, na velocidade da luz?
O fato é que, ao menos para esta nerdinha aqui, a vida já deu provas e contra-provas de que há partículas ligadas. Elas existem e funcionam, ao menos quando necessário. Elas explicam muita coisa na minha vida. Se não tenho livre-arbítrio, tenho minha vida, minhas escolhas e o resultado disso. E eu quero mais é que o teorema de Bell exploda.
Hahahahahahahahahaha!

++posted by Vanessa at 1:58 PM -


Quarta-feira, Maio 02, 2007

Eu não gosto desse Papa, o Bento XVI.
Não gosto, não vou com a cara dele.
Não sou católica, mas fui criada no catolicismo. Isso me dá direito de crítica (como se eu precisasse disso!! Haha!) sobre o Papa.
Sem papas na língua (hihihi! Trocadralho do carilho!!), o Papa da Oppus Dei é um mala.
Tudo bem, ele ganhou uns pontinhos quando aboliu essa merda de Limbo (o Inferno das criancinhas não-batizadas, para quem não sabe), assim as beatas mais malas que o Papa param de me aconselhar a "batizar" as crianças do CTI Neonatal... pra não morrerem pagãs... hmmmm... say what?
Não é legal esse poder papal? O cara entra numas e decide: essa porra de Limbo não existe!! Sabe aquelas criancinhas pelas quais as beatas choram até hoje, porque foram para o Inferno mesmo sendo inocentes? Pois é, podem parar. Era só brincadeirinha!
Deve ser divertido ser o Papa, né?
Andar de Papa-móvel por aí e decidir que Dogmas seculares já caducaram... ou insistir que Dogmas, mais imbecis ainda, estão valendo no jogo...
Morar no Vaticano e assistir cada país que ele visita se revirando inteiro pra puxar-lhe o sacrossanto saco.
<> Aliás, a palavra puxa-saco vem dos Papas. Muito tempo atrás (em 855, Depois da Era Cristã), uma mulher enganou todo mundo e foi Papa... er... Papisa. Só se descobriu a fraude porque ela, coitada, foi obrigada a interromper as rezas e procissões no dia da Ascenção de Cristo, no ano de 858, DEC, porque estava, pasmem, parindo! João VIII, o piedoso, considerado santo em vida por seu exemplo de piedade e erudição e suas capacidades como pregador, foi descoberto como Joana... foi obviamente considerada herege. Não houvesse ela morrido deste fatídico parto, junto com a filha que paria, teria sido excomungada, julgada e condenada por trazer às nações católicas a fúria de Deus, por seu comportamento impróprio e blasfemo e morreria na inquisição, com toda a glória divina, pela purificação dos pecadores... Depois disso um Papa só era escolhido Papa de fato depois que todo mundo apalpava-lhe os baguinhos. Não na sem-vergonhice, que isso não é coisa da Igreja (´magiiiiiiiiina!!), ele (o candidato) sentava num troninho furado e dependurava ali seu sacrossanto saco. E os puxa-sacos se enfileiravam para puxá-lo (o saco). < /Momento cultural inútil da Vanessinha >
Livre desta história, voltemos ao Papa atual, o mala.
Quem estimula o uso da camisinha não é digno de sua sacrossanta presença.
Nem quem não é casado e trepa.
Nem quem trepa, mesmo sendo casado, usando qualquer método contraceptivo à excessão da magnífica Tabelinha. Bem o método de Billings, que usa a viscosidade do muco cervical (e, além de nojento é basicamente inútil) também pode. E dizem que o cara ainda é severo! Mas que cousa!
Enfim, nem as freiras poderiam estar em sua sacrossanta presença, se querem saber da minha opniãozinha.
Ele tem cara fechada, é intolerante e seu departamento de Marketing (acho que deve ser heresia de alguma forma dizer diretamente que ele tem um deses, não?) tenta melhorar as coisas prometendo um santo brasileiro, o Frei Galvão e insinuando que ele possa reabilitar o Padim Cisso (nada declarado, vejam bem, é tudo especulação, só porque ele mandou estudar mais sobre o caso há um tempão atrás, quando era cardeal). Só isso já basta para comprar os católicos brasileiros? Talvez. Somos bem famosos pelo conformismo e esse é o maior trunfo do triunfo católico, eu diria.
Um brinde ao conformismo e ao nosso notório amor pelas esmolas.
É isso. Não vou com os cornos de Bento XVI e ele, provavelmente, vai me excomungar se ler isso.
Morro de rir mas não acho graça...

++posted by Vanessa at 9:57 PM -


Voltando à minha intolerância.
A ínfima parte de mim que constituiria uma menina boazinha e que, diga-se de passagem, vive amordaçada, diria que não devo ter tanto orgulho assim de enaltecer um vício da minha personalidade. Mas foda-se.

Eu preciso cada vez mais de uma camisa com um imenso não-pertence estampado. Talvez eu precise de umas 7... assim eu imito a genialidade de Einstein.

Não entendo isso. Como é que a carreira de Sandy e Jr pode virar um assunto importante? Eu não poderia me importar menos com a carreira deles, juntos ou divorciados, qual dos 2 libera a rosquinha ou o que quer que seja. Que se fodam!

O Pan também é outra coisa irritante. A única forma em que penso no assunto, concedendo-lhe importância é quando imagino como raios farei para trabalhar em algum dia em que exista algum evento no Maracanã. Ir e voltar... Geralmente acrescento algum palavrão bem grande... ou vários pequenos encadeados.

Novelas também despertam meu desprezo. Um amigo disse outro dia que não queria começar a ver uma novela do Gilberto Braga, porque isso faria com que ele não conseguisse perder nenhum capítulo. Eu resisti muito a dar-lhe um sacode nas idéias. Por respeito à individualidade alheia e porque ele é muito, muito maior e mais forte que eu.
Anyway... TODAS as novelas são iguais... umas agridem abertamente a minha inteligência, outras fingem-se de socialmente engajadas para fazê-lo.

Outra coisa: o Fantástico. Ele me dá nos nervos. Caralho, desde MUITO antes da porra da Eco92 sabe-se do aquecimento global e suas consequencias. Mas só virou realidade quando o Fantástico falou disso! Parece até mágica. Uma amiga minha está toda engajada, pede pra todas as mulheres da maternidade que têm filhos, para plantarem árvores e salvarem o meio ambiente!! Não é mágico? Não! É Fantástico! tchan.

Falando em mágica, que porra é essa? Paulo Coelho na novela? Caralhos me fodam! Over and over! (Er... isso era pra parecer ruim, mas fica beeeem difícil assim, né?)

Eu me interesso pelo meio ambiente e me importo com ele, não me entendam errado. Faço coleta seletiva, poupo água bem antes do Fantástico mostrar um fedelho mandando os pais fazerem isso, dou preferência a produtos orgânicos, coisas assim. Meu irmão adora sacanear isso tudo e faz questão de ignorar qualquer seletividade do lixo. Acho até que ele faz unidunitê na frente das lixeiras diferentes, pra não parecer que favorece nada em especial.
Estou divagando. O importante é que as pessoas simplesmente vivem feito zumbis, vivendo, aprendendo e esquecendo toda e qualquer coisa importante pras suas próprias vidas. Como pensar independentemente da coletividade, ou raciocinar, per se. Ou pensar NA coletividade...
É um poço sem fundo essa merda.



Bom, é isso. Estou cada dia mais Dannae. Vou criar um Livro das Desilusões... ai, como ando plagiadora...

++posted by Vanessa at 7:08 PM -


Terça-feira, Abril 17, 2007

Definitivamente, sou intolerante.
É complicado isso, tento ser uma pessoa melhor, iluminada, mas tem gente que simplesmente não colabora.
Estava euzinha num táxi hoje, felizmente fugindo do mega engarrafamento causado pela merda que deu na Gamboa, e vem o cara me falar que adora a família e tal, uma coisa fofa. Dizia ele, megasuperultra empolgado que a esposa e o filho têm todas as formas de luxúria que eu poderia imaginar...

Pausa para que todos se solidarizem com o esforço hercúleo, abnegado, zen, iluminado e extremamente sofrido que fiz, para manter uma cara de samambaia no cantinho, no banco de trás...

Fiquei tão quietinha depois disso que o cara ficou bolado!
Coitado, mal sabe ele que a família dele jamais terá toda a luxúria que sou capaz de imaginar...
Mal sabe ele o quanto a mania que as pessoas têm de usar palavras aleatoriamente, sem conhecer seu significado ou aplicabilidade me irrita e enoja.
Se alguém é incapaz de conhecer o vocabulário de sua lingua pátria, deve fazer um favor à humanidade e ater-se ao "Modo Malhação de Comunicação", ou seja, aos dissílabos e ousar somente ao usar trissílabos, mesmo assim, só de vez em quando.

Sorte minha - e dele - que eu estava de bom humor...

Agora imaginem Vanessinha, doce e angelical, repetindo para si mesma, continuamente: "serei uma pessoa boa... serei uma pessoa boa... serei uma pessoa boa..."
Yeah, right...

++posted by Vanessa at 7:29 PM -


Terça-feira, Março 20, 2007

Ok, o verão está se despedindo.
Ele só esqueceu de levar o calor junto com ele, pra putaqueopariu.

++posted by Vanessa at 8:43 PM -


O saldo de um ótimo fim-de-semana:

1 bebê rosada e roliça, feito um boto.
1 caixa perfeita pro meu tarot celta, com um encadeamento liiiiiiiiiiiiiiiiiiindo em cima.
Show do Blind Guardian, com todo mundo cantando as letras a todo pulmão, quase em transe... e o Marcelo ter ido também, mesmo não gostando de heavy metal!
O Lobo, que veio aqui.

Só tem plus, nessa lista!
Hihihihihihihi

++posted by Vanessa at 8:39 PM -


Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Sabe quando você faz planos e planos, imaginando aquele lugar perfeito, com a compania perfeita, numa viagem mágica, cheia de aventuras, exótica e linda? Sabe quando você guarda esse sonho na imaginação, numa caixinha, como se fosse o mais precioso tesouro, apenas esperando para ser encontrado?
Pois é. O meu bem saiu da caixa!
Acabo de voltar de uma semana mágica na Ilha de Páscoa.
Podem morrer de inveja, podem inchar a ficar roxos, como aquela menina pentelha da Fábica de Chocolates, do Willie Wonka.
Eu fu-ui! Tanananana!!!
Hihihihihihihi!

++posted by Vanessa at 3:56 PM -


Ok, pode parecer brega, mas essa música é linda e perfeita, faz com que eu sinta-me capaz de flutuar, de voar. Faz-me sentir maior que a vida e transcender a existência, per se.
Quem ouvi-la, com um pouco de sensibilidade, pode entender o que eu digo. Vale à pena.


The Book of Love
Peter Gabriel

The book of love is long and boring
No one can lift the damn thing
It's full of charts and facts and figures and instructions for dancing
But I
I love it when you read to me
And youYou can read me anything
The book of love has music in it
In fact that's where music comes from
Some of it is just transcendental
Some of it is just really dumb
But I
I love it when you sing to me
And youYou can sing me anything
The book of love is long and boring
And written very long ago
It's full of flowers and heart-shaped boxes
And things we're all too young to know
But I
I love it when you give me things
And youYou ought to give me wedding rings
And I
I love it when you give me things
And youYou ought to give me wedding rings
And I
I love it when you give me things
And youYou ought to give me wedding rings
You ought to give me wedding rings

++posted by Vanessa at 3:50 PM -


Terça-feira, Fevereiro 13, 2007


A dor de um grito contido na fúria do silêncio meu
Invade, domina, obscurece as palavras, todas
No sangue de um anjo precoce, despejo as lágrimas que já teimam em não sair
Secas, espessas, vermelhas, em manchas imensas
Alquebrada como o anjo torturado pela ausência de amor ao próximo,
a alma cala todo o resto
Apenas o silêncio fica, formal e funesto.

++posted by Vanessa at 7:07 PM -


Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

Agora eu preciso dizer algo.
Aparentemente, segundo a filosofia do Manoel Carlos, todos os não-portadores devem morrer de inveja, por não terem nascido com Síndrome de Down. Pobres mosaicos, que possuem parte da carga genética afetada, eles quase chegaram lá...
Esse cara devia ganhar algum prêmio Joselito, na boa. Carinha mais sem-noção.
Tá certo, tem mesmo que desmistificar a síndrome, não é desgraça, é uma particularidade. Não impede seus portadores do convívio social e de participação interativas com tudo e todos. Não imaginava que entre os leigos houvesse tanto desconhecimento a esse respeito, ponto pra ele. Mas bom-senso está faltando até demais, nas cenas e diálogos, vamos combinar.
Ok, ele fez uma boa campanha pela integração (que, saibam todos, não é exclusiva para a sd. Down, mas para várias outras condições, genéticas ou adquiridas; inclusão de deficientes físicos também é importante, mas já teve um clone do Frank Slade - pra quem não sabe, o cego fodão de "Perfume de mulher" - em alguma outra novela, talvez dele mesmo, pela joselitagem; inclusão de cegos, surdos/mudos, paralíticos, paraplégicos, etc).
Pra que serve a integração? Pros portadores de síndormes e/ou deficiências não se sentirem como atração de circo ao sair nas ruas; pra que as crianças aprendam um pouco mais de civismo, aprendendo a respeitar as diferenças desde cedo e convivendo com isso com naturalidade, como deveria ser há muito tempo, já que somos tão civilizados...(apenas disfarce e concorde, ok?)
Quem já reparou se um cinema tem espaço para cadeiras de rodas? Ou se uma escola provém fácil acesso a quem tem limitações físicas? Alguém que não seja ou tenha algum membro da família com deficiência, seja ela qual for, é que pensa nisso. Está na natureza humana, egoísta e rápida no gatilho. Em alguns lugares, não estamos tão longe dos espartanos quanto deveríamos.
Se você não entendeu o raciocínio, basta que saiba de forma bem genérica, que os espartanos eram uma das tribos primitivas do que hoje é a Grécia, mas uma tribo peculiar, de guerreiros poderosos, míticos e impiedosos, que desprezava os luxos, bem como tudo que fosse "defeituoso", inclusive os próprios filhos, que, se fossem "fracos" ou "defeituosos", eram mortos ao nascer - ou assim que se percebesse algo diferente ou "fraco"... o uso das aspas é porque os espartanos possuíam uma definição genérica e simplista para estes termos, ou seja, se qualquer um não fosse útil em batalha, homem ou mulher, fique bem claro, era inútil para merecer viver.
Os cinemas (nem todos, mas hoje, a maioria) já sabem que os deficientes físicos existem, mas ainda ignoram o público cego, que seria imenso, caso houvesse alguma sessão de cinema descritiva (os cegos recebem versões descritivas de cada cena, como ouvem a audio-livros, e podem integrar-se à população geral, numa sessão de cinema, com receptores específicos). Porque ainda é caro demais ter a aparelhagem e o material específico. Então, eles ainda se fodem.
Isso coberto, vamos ao que me emputeceu pacas. Dizer que qualquer coisa em medicina é 100% garantida, aí vai se fuder!!
Acho que foi ontem que o médico e super-herói nas horas vagas, Dr. Bonitinho sei-lá-quem, disse que qualquer criança diagnosticada precocemente com leucemia, tem 100% de chance de cura. Isso é filhadaputisse. É iludir o público com uma chama tosca de esperança. Em primeiro lugar, cada caso é um caso e tem suas particularidades. Nenhum médico fala em 100% de porra nenhuma a não ser que seja um mega charlatão e isso não combina com o super-herói da novela. Nenhum médico que se preze gosta de falar em percentuais para quem quer que seja, a respeito de qualquer condição ou afecção, por possuir um apurado senso crítico de que tudo é relativo e mutável, mais ainda na medicina! Todos os médicos dignos de respeito conhecem a teoria do Caos.
Cara, que merda incomensurável.
O século mal começou e já temos um Joselito secular.
A falta de senso, só pela propaganda fácil é astronômica. O cara colocou na boca do tal doutorzinho, informações questionáveis apenas pelo raciocínio lógico. Falava da proteção cardíaca dos portadores de sd. Down e de pesquisas ainda não concluídas a respeito de fatores de proteção contra tumores sólidos.
Vejam bem, SE (e apenas se) os portadores nascerem sem malformações cardíacas incompatíveis com a vida (o que é extremamente comum), eles desfrutam disso.
Há uns 15 anos, a expectativa de vida de um portador da sd. Down era de 15 a 18 anos, quando livres das muitas mal-formações orgânicas associadas à síndrome, especificamente, pela sensibilidade às infecções, pela fragilidade pulmonar e cardíaca (sim!), etc, comuns a eles. Hoje, com tratamentos mais eficientes, você já vê um portador da sd. Down idoso ou outro, pelas ruas e a expectativa de vida deles é igual à de qualquer outra pessoa.
Os futuros trabalhos apenas poderão dizer se há algum fator de proteção (os bons, retrospectivos, com amostragem ampla e levando em conta um número mais amplo e randomizável de fatores, dentro de cada doença), mas não os atuais. Pode-se apenas conjecturar e criar hipóteses.
Mas o que o público quer e gosta mesmo é de ser enganado. Ou o efeito anestésico de assistir a uma novela já não daria tanto barato assim.
Mané é mané até o fim.
Pão e circo a todos e boa diversão aos imbecis.

++posted by Vanessa at 2:51 PM -


Pra ninguém dizer que nunca presenteei meus leitores, vejam
AQUI o video de uma música maravilhosa, do Johnny Cash, que é muito foda. Adoro esses dinossauros produtivos! Esse vídeo foi gravado pouco menos de 1 ano antes da June morrer, acho. Ele a seguiu, 4 meses depois. Para os preguiçosos, a letra:

Hurt
Johnny Cash

I hurt myself today to see if I still feel
I focus on the pain the only thing that's real
The needle tears a hole the old familiar sting
Try to kill it all away but I remember everything
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away in the end
You could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear my crown of thorns on my liar's chair
Full of broken thoughts I cannot repair
Beneath the stain of time the feeling disappears
You are someone else
I am still right here
What have I become? My sweetest friend
Everyone I know goes away in the end
You could have it all my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

If I could start again a million miles away
I would keep myself
I would find a way...

++posted by Vanessa at 2:33 PM -


Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Da janela, escancarada, feito uma imensa boca desdentada, vinha a noite e a envolvia. Não em silêncio e escuridão. Em noite, tão somente. Noite de sons e gritos e carne e cheiros e cios e vontades e delírios e sonhos e bestas e o inexpugnável.
E à noite, ela, lenta e inexoravelmente, sucumbe.

++posted by Vanessa at 11:11 PM -


Borboletas e Furacões...

Ouvi essa música outro dia e achei que havia demais de mim nela... daí encontro a letra num blog alheio. Detesto quando o Márcio fala primeiro o que eu tenho a dizer. Mala! Cabeção!

Butterflies and Hurricanes
The Muse


change,
everything you are
and everything you were
your number has been called
fights, battles have begun
revenge will surely come
your hard times are ahead

best,
you've got to be the best
you've got to change the world
and you use this chance to be heard
your time is now

change,
everything you are
and everything you were
your number has been called
fights and battles have begun
revenge will surely come
your hard times are ahead

best,
you've got to be the best
you've got to change the world
and you use this chance to be heard
your time is now

don't,
let yourself down
don't let yourself go
your last chance has arrived

best,
you've got to be the best
you've got to change the world
and you use this chance to be heard
your time is now

++posted by Vanessa at 10:44 PM -


Domingo, Janeiro 21, 2007

Quebrando o jejum

Depois de todo esse silêncio, encontro-me nesta encruzilhada, diante da tela, os pensamentos fervilhando, entre fúrias e causticidades e, entretanto, há tão pouco que importe, menos ainda que faça diferença.
Quanto mais as coisas mudam, mais continuam as mesmas.
Eu também.

Fico muda diante dessa febre de BBB que faz de todos voyeurs viciados que não prestam atenção em mais nada.
Foda-se a política, foda-se a violência. O importante é que nesse BBB alguém vai dar e todo mundo vai ver ou saber.
E esses imbecis ainda ganham um show do Simple Plan! Se uns 2 ou 3 sabiam o que é a banda (as letras então, é uma exigência incomensurável, mas depois que o refrão repetia pela terceira vez, dava até pra disfarçar, né?). Tinham que colocar é alguém de hip-hop, funk ou qualquer coisa sexista e apelante.
Simple Plan eles não mereciam.
Vale mais a pena assinar o Hotsex, porra, ou qualquer pay-per-view pornô que agrade ao gosto de cada um. Tem neguinho dando e comendo lá o dia inteiro, caralhos.

Fico muda diante do descaramento político, que sai incólume e esquecido de qualquer situação, afinal, depois do BBB vem o Carnaval e depois, o Pan.

Fico muda diante da vida vazia de tanta gente. Cansada de ver bebês recém-nascidos em síndrome de abstinência pela irresponsabilidade de mães adolescentes que engravidaram no trem do baile funk, drogadas e mal sabendo o que estão fazendo. Cultura my ass. Funk é putaria, é fuga de quem não tem passado, nem presente, nem futuro e nunca ouviu falar nessa porra de auto-estima e está pouco se fudendo pra respeito. Próprio ou a outrém. Não é cultura, é fuga. É a exacerbação do sexo, pra deixar todo o resto de uma vidinha de merda dormente. Pra esquecer num orgasmo a própria existência, mesmo que por segundos, isso quando se tem um orgasmo. Mas gravidez, sífilis e HIV, é melhor nem contar.

Fico muda diante dessas merdas de desabamentos, que acontecem todo ano, nos mesmos lugares. Desaba tudo nas chuvas de verão. O verão vai embora e os manés reconstroem as casas nos mesmos lugares, pro ano que vem chorar desgraça outra vez e culpar o governo.

Já basta desgraça natural, feito o desabamento do trecho lá do metrô em São Paulo
(que, convenhamos o que mais precisa é metrô, já que a cidade é uma bosta cinzenta que não tem nada bonito a mostrar). Que todo mundo sabia que não prestava, mas fingia que estava tudo bem, esperando que nada acontecesse apenas pela negação. Estou pasma que não tenha funcionado!

Como exigir respeito hoje? Como um pai/mãe/avô/avó de um paciente vai me respeitar e acatar minha opinião, nesse mundo em que cada vez mais médicos se formam, completamente incapacitados e cada um diz e faz apenas o que eles (os pacientes/pais/avós) querem ouvir e foda-se a verdade, o tratamento adequado, a investigação apropriada, o prognóstico, ah, foda-se é tudo. Tá certo, quem não tem competência não se estabelece. Mas é preciso que quebrem a cara pra cacete, até que voltem a mim, respeitando-me remotamente mais que respeitam a mulher que faz drenagem linfática nas mães dos meus pacientes e dispostos a confiar no que digo. Pelo menos eu degusto o prazer de vê-los mimetizar alguma forma de humildade. A vida, afinal, é feita de uma sequência de prazeres efêmeros.

Cansei.
Taí.
Voltei.
Fico mais educadinha calada, emudecida pela vida e pelo sentimento contínuo de existir com um símbolo de não-pertence.
Mas foda-se a educação, e quem não gostar do que escrevi, também. Apenas tentem gozar, pra melhorar suas vidinhas.

++posted by Vanessa at 10:15 PM -



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Quem? Eu?
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    Some nights I´m breathing fire
    Some nights I´m carved in ice
    Some nights I´m something
    You´ve never seen before
    Or will again.